Resumo rápido
- O nome engana: a GT2000 vendida do jeito certo no Brasil sai de fábrica com 1000 W e limitada a 32 km/h, então anda sem placa e sem habilitação. Os "2000 W" são o pico do motor, na arrancada e na subida.
- Anda de três jeitos: acelerador de meio punho, pedal assistido com 5 níveis ou só no pedal, com 7 marchas.
- Bateria de lítio 48V 30Ah, removível, que carrega em umas 8 horas numa tomada comum. O anúncio promete até 100 km; o Luan prefere contar com cerca de 70 km no dia a dia.
- Aro 24 com pneu largo de trilha, suspensão na frente e atrás e freio hidráulico nas duas rodas. Aguenta até 150 kg.
- Liga com cartão NFC, tem alarme, setas na frente e atrás (que aparecem no painel), farol e lanterna de LED e saída para carregar o celular.
Neste vídeo, o Luan Amancio passa pela GT2000 inteira: motor, bateria, o que vem, o que falta e para quem ela faz sentido. É uma bike aro 24, com bateria de 30 Ah e visual de moto, e o vídeo explica por que quem compra fala tão bem dela.
O nome engana: 1000 W ou 2000 W?
GT2000 dá a impressão de dois mil watts, mas a que é vendida do jeito certo no Brasil sai de fábrica com 1000 W e limitada a 32 km/h. Nesse padrão ela continua sendo autopropelido e não precisa de placa nem de habilitação, e na nota fiscal vem como 1000 W. Os 2000 W são o pico do motor, que entrega mais força por alguns instantes na arrancada e na subida. O próprio vendedor conta no anúncio que, mudando a configuração, ela chega perto de 60 km/h, mas aí deixa de ser autopropelido e passa a pedir placa e habilitação. Por isso o Luan recomenda fugir do anúncio que vende como 2000 W, porque a nota pode vir errada, e escolher sempre o que diz 1000 W de fábrica. Na prática, a folga do motor aparece na subida: um dono contou que ela subiu todas as ruas do bairro, até o morro mais íngreme.
Três jeitos de andar
O primeiro é no acelerador, de meio punho: você gira só um pouco e ela vai, sem pedalar. O segundo é o pedal assistido, em que você gira o pedal de leve e o motor empurra junto, com cinco níveis de ajuda (no 1 ela ajuda pouco e economiza bateria, no 5 empurra forte). O terceiro é só no pedal, com sete marchas. Com a força que ela tem, você quase não precisa pedalar: no dia a dia, o acelerador e o pedal assistido fazem o trabalho.
Bateria e autonomia
É o que mais pesa no preço: 48V e 30Ah, quase o dobro da bateria das bikes de pneu gordo que mais vendem. É de lítio e sai do quadro, então você leva para dentro de casa e carrega numa tomada comum. Zerada, enche em umas 8 horas, e como lítio não vicia, dá para colocar na tomada com a bateria pela metade. O anúncio promete até 100 km, mas o Luan prefere falar em 70 km, que é o que dá para contar de fato. O número muda com o seu peso, as ladeiras e o quanto você usa o acelerador: houve dono de 70 kg fazendo 97 km em uma carga, e quem puxa forte fica entre 50 e 60 km. Para esticar, use o pedal assistido num nível mais baixo, que gasta menos que o acelerador. Com 70 km dá para ir e voltar de um trabalho a 15 km de casa por dois dias sem carregar.
Cuidado na compra: mesma bike, várias marcas e preços
GT2000 é o nome do modelo. Ouxi, Panda, UR e outras marcas vendem essa mesma bicicleta, cada uma com a sua logo, e a Ouxi é a mais conhecida, vendida em vários países. A mesma GT2000 tem anúncio de R$ 9.700 até quase R$ 13.000, e a maioria mostra um preço riscado bem mais alto, que ela nunca custou de verdade. Outra pegadinha é a GT2000 Mini: é outra bike, menor e mais barata, e aparece junto nas buscas. O Luan escolheu a GT2000 da Ouxi pelos números, sem parceria: a cinza já passou de 100 vendidas, com nota 5 em 50 opiniões.
Preço, parcelamento e garantia
No dia da gravação (outubro de 2026), a GT2000 saía a partir de R$ 9.730. A cinza em 21 vezes sem juros fica perto de R$ 472 por parcela, menos de R$ 16 por dia. A laranja é mais barata, R$ 9.730 com frete grátis, mas o parcelamento dela tem juros, então compensa mais para quem paga à vista; quando o Luan olhou, restavam só cinco unidades laranja nesse preço. Comprando pelo link, dentro do Mercado Livre, a compra é garantida e o dinheiro volta se chegar com problema. A loja dá um ano de garantia no quadro, no motor, na bateria e no controlador, três meses no pneu e na pastilha de freio, e a assistência técnica fica em São Paulo, com suporte para o Brasil todo.
A bike em si: roda, suspensão e freio
A roda é aro 24, maior que a da maioria das elétricas, raiada, com pneu largo e com cravo de trilha. Isso a deixa muito boa em asfalto ruim, buraco e terra batida, e há donos que já fizeram trilha com ela. No asfalto liso o pneu não é o ideal, então quem só anda na cidade pode trocar por um mais liso quando gastar. Ela tem suspensão na frente e atrás, e os donos elogiam o conforto, inclusive um que se diz mais pesado. O freio é hidráulico nas duas rodas, o que faz diferença numa bike desse tamanho porque para com muito menos força na mão. Aguenta até 150 kg.
3 coisas para conferir antes de comprar
A primeira: ela é feita para uma pessoa, então se você precisa levar alguém na garupa, não é a bike certa. A segunda: ela é grande, e o anúncio indica para quem tem a partir de 1,63 m. A terceira: ela é pesada, e o ideal é ter garagem ou um lugar no térreo para guardar. Como a bateria sai, carregar continua fácil.
Equipamento: NFC, alarme, setas e extras
Ela liga com cartão NFC: você encosta no painel e pronto, e vêm dois cartões. Tem alarme que dispara se mexerem nela, e para deixar na rua por mais tempo vale somar um cadeado bom. As setas ficam na frente e atrás; a da frente é amarela, separada do farol, como em moto, e o painel mostra quando a seta está ligada, informação que quase nenhuma outra bike traz. O painel tem ajuste de brilho para enxergar no sol, e há farol e lanterna de LED, luz de freio, buzina, saída para carregar o celular e paralamas nas duas rodas. Um dono instalou retrovisores de moto, a saída mais barata. Ela tem proteção contra água e aguenta chuva, mas não deve ficar parada tomando chuva: se a garagem é descoberta, compre uma capa. Chega quase montada, com as ferramentas na caixa, e só falta colocar a roda da frente e o guidão.
Para quem a GT2000 faz sentido
Para quem mora em bairro de morro ou anda bastante em estrada de terra, para quem roda muito e não quer pensar em tomada todo dia e para quem quer uma bike que chama atenção: três donos escreveram que ela chama atenção por onde passa. Somando as opiniões no Mercado Livre, são 72 notas e 68 deram cinco estrelas. Um comprador que a levou para o filho contou que ele amou. Na dúvida entre ela e uma moto, a moto pede habilitação, placa e gasolina; a GT2000, dentro dos 32 km/h de fábrica, não pede nada disso e carrega na tomada de casa.
O preço pode mudar
No fim de setembro a laranja passava de R$ 10.000 e, em outubro, caiu para R$ 9.730. Esse tipo de queda não costuma durar: o preço pode voltar a subir ou o estoque acabar. Por isso o Luan mantém um grupo de ofertas no WhatsApp, onde avisa só quando uma bike elétrica cai de verdade, sem desconto pintado.
Conclusão
A GT2000 é uma bike para uma pessoa só, grande e pesada, mas entrega motor forte para ladeira, bateria de 30 Ah, freio hidráulico e equipamento completo, dentro da regra dos 32 km/h que dispensa placa e habilitação. Compre sempre o anúncio que diz 1000 W de fábrica e confira o preço antes, porque a mesma bike varia de R$ 9.700 a quase R$ 13.000.
Perguntas frequentes
A GT2000 precisa de placa ou habilitação?
Não, desde que saia de fábrica com 1000 W e limitada a 32 km/h. Acima disso ela deixa de ser autopropelido e passa a exigir placa e habilitação.
Quantos km a GT2000 faz com uma carga?
O anúncio promete até 100 km, mas o Luan conta com cerca de 70 km no dia a dia. Há dono de 70 kg que fez 97 km, e quem acelera forte fica entre 50 e 60 km.
Dá para levar alguém na garupa?
Não. Ela é feita para uma pessoa e aguenta até 150 kg.
Qual a garantia da GT2000 na loja do vídeo?
Um ano no quadro, no motor, na bateria e no controlador, e três meses no pneu e na pastilha de freio, com assistência técnica em São Paulo.
Valores e opiniões refletem o vídeo na data da gravação. Preços mudam o tempo todo; confira sempre no anúncio.



